Confira na matéria abaixo as áreas que receberam as inversões, bem como os planos da empresa para o próximo exercício!
MARA BIANCHETTI.
| DIVULGAÇÃO |
| Parte dos recursos foi aportada em manutenção |
As informações são da diretora de desenvolvimento da concessionária, Fabrícia Souza. Segundo ela, o volume considerável de recursos aplicados no Estado diz respeito à representatividade de Minas para os negócios da companhia. "Grande parte de nossa malha ferroviária está em Minas Gerais, por isso, a manutenção dos ativos e até mesmo a expansão das vias interferem nos negócios gerados no território mineiro", explica.
Ainda conforme Fabrícia Souza, somente o novo Centro de Controle de Operações (CCO), inaugurado em setembro em Juiz de Fora (Zona da Mata), consumiu inversões da ordem de R$ 300 milhões. Trata-se do mais moderno sistema de tráfego ferroviário do Brasil, que permitirá à empresa ampliar sua capacidade de transporte de carga em 10%.
Em âmbito nacional, os investimentos foram distribuídos entre as diversas áreas da empresa. No entanto, a diretora de desenvolvimento da MRS destaca que a maior parte dos recursos foi destinada à manutenção dos ativos, como locomotivas e vagões. Além disso, segundo ela, houve um gasto considerável com o novo sistema de sinalização que a companhia está implantando.
O CCO é apenas parte deste sistema, chamado CBTC (sigla em inglês de Communications Based Train Control), que será obrigatório nas ferrovias americanas a partir de 2016 e a companhia é a primeira ferrovia do mundo a implantá-lo. De acordo com informações da companhia, o novo sistema permite a disponibilização de dados em tempo real. Como resultado direto, as operações passarão a ter controles mais precisos, o que permitirá o aumento da produtividade.
| ERIC GONÇALVES |
| Para o ano que vem, as inversões deverão seguir o mesmo ritmo e totalizar algo em torno de R$ 1 bilhão |
"Os aportes estão totalmente alinhados ao previsto pelo plano plurianual. Não existe motivo para um aumento ou diminuição muito grande no orçamento do ano que vem", justifica.
Já quanto às áreas que receberão os aportes, a diretora reitera que serão basicamente as mesmas também, já que se tratam das áreas essenciais para o bom desempenho dos negócios da companhia. Entre elas estão aquisição e manutenção dos ativos.
Lucro - A empresa encerrou 2011 com lucro líqüido de R$ 521 milhões, elevação de 18,7% em relação aos R$ 439 milhões registrados em 2010. Ao todo a companhia transportou 154 milhões de toneladas de produtos por suas linhas e teve um faturamento de R$ 3,1 bilhões.
Neste ano, no intervalo de janeiro a setembro, a MRS obteve lucro de R$ 332,8 milhões, contra R$ 401 milhões no mesmo intervalo do ano passado. Já a movimentação de cargas pela ferrovia atingiu 116,3 milhões de toneladas no mesmo período.
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