| NFRAERO/DIVULGAÇÃO |
| Atualmente, o principal aeroporto de Minas Gerais possui nível D, como maioria dos terminais do país |
Economia porque?
Sabe aquela coisa de fazer jornalismo justamente por gostar de ler e escrever e ter dificuldades com matemática? Pois bem, este foi um dos motivos [além da paixão incondicional pelo ato de noticiar] que me levaram a escolher o jornalismo. No entanto, menos de um ano após a formatura me deparei com uma vaga em um jornal especializado na cobertura da economia de Minas Gerais. Três anos se passaram desde então. De lá para cá aprendi não só a gostar de [alguns] números, como também passei a entender melhor algumas [poucas] questões que norteiam o nosso dia-a-dia. Por isso estou aqui: para tentar clarear um pouco para você também, falando sobre a economia de Minas Gerais. Seja por meio de minhas apurações, matérias e descobertas ou dados e informações econômicas relevantes fornecidos por colegas da área.
Boa leitura!
domingo, 26 de maio de 2013
Confins
Emprego X Desemprego
| ALISSON J. SILVA |
| O segmento de comércio e reparação de veículos automotores foi um dos destaques negativos em abril |
Ajuda - Na outra ponta, contribuíram positivamente para o resultado os grupos de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais (com 16 mil postos de trabalho a mais) e outros serviços (20 mil empregos).
Mobilidade Urbana
Frota de veículos de Belo Horizonte deverá crescer cerca de 70% nos próximos 25 anos.
| ALISSON J. SILVA |
| Nos próximos 25 anos, a frota de Belo Horizonte chegará a 2,5 milhões de veículos |
A frota de Belo Horizonte deverá crescer cerca de 70% nos próximos 25 anos, passando dos atuais 1,519 milhão de veículos para mais de 2,5 milhões entre 2030 e 2040. Nesse mesmo período, a população da capital mineira deverá ser da ordem de 2,6 milhões de pessoas, o que significa que a cidade terá a média de um veículo por habitante.
Infraestrutura - Daqui para frente, segundo o presidente, os investimentos em infraestrutura, como alargamento de vias e mais opções de transporte de massa, não serão suficientes para solucionar os problemas de mobilidade urbana, principalmente se forem realizados de forma isolada.
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Confins
Leia a manchete do Diário do Comércio de hoje!
| GIL LEONARDO/IMPRENSA-MG |
| O ministro Moreira Franco garantiu ao governador Anastasia conclusão das obras em abril de 2014 |
Esta foi a forma que a Secretaria de Aviação Civil (SAC) e a Infraero encontraram para concluir as intervenções no principal aeroporto do Estado, antes do início da Copa de 2014. Em reunião com o governador Antonio Anastasia, o ministro da SAC, Moreira Franco, e o presidente da estatal, Gustavo do Vale, garantiram a entrega do Módulo Operacional Provisório (MOP) em abril de 2014.
Conforme a Infraero, para a contratação da obra será feita uma consulta ao mercado, com o objetivo de buscar a melhor técnica e o preço mais apropriado para a construção do terminal. Já a ordem de serviço para início das intervenções deverá ocorrer nas próximas semanas.
Especialistas alegam que o motivo para que as três concorrências fossem classificadas como "desertas", por não atraírem nenhum interessado, foi a diferença entre o que a Infraero estava disposta a pagar para a construção do terminal (R$ 47 milhões) e o que as empresas queriam receber (mínimo de R$ 59 milhões).
Depois das duas primeiras tentativas, a estatal chegou, inclusive, a mudar alguns pontos do projeto, de forma a baratear os custos, como a estrutura de um prédio novo e definitivo para um provisório. Com isso, a capacidade do terminal caiu de 5,5 milhões de passageiros/ano para 3,9 milhões por ano. Nem assim a licitação foi bem-sucedida e o terceiro certame também não teve interessados.
| RODRIGO LIMA/NITRO |
| A ideia é deixar Confins pronto para a Copa de 2014 |
No entanto, Salum afirma que a consulta a ser feita ao mercado poderá trazer mais clareza quanto aos valores reais do empreendimento, já que, segundo ele, dificilmente alguma empresa apresentará preço abaixo do cobrado nas licitações anteriores. "As construtoras são executoras de obras e só recusam um empreendimento quando o valor está aquém do necessário, pois não faz sentido tocar um projeto que dê prejuízo", reitera.
Já para o professor do curso de Ciências Aeronáuticas da Fumec, Aloísio André dos Santos, o lado positivo da decisão é a garantia da execução das obras. Por outro lado, segundo ele, o modelo merece ser acompanhado de perto. "A obra é necessária e a expansão do aeroporto de Confins tem que acontecer, mas a solução adotada abre precedentes a questionamentos quanto ao que vai ser realmente gasto com o empreendimento e ao valor estipulado pela estatal nas primeiras licitações", alerta.
terça-feira, 7 de maio de 2013
Confins
| ALISSON J. SILVA |
| Licitação do terminal provisório foi declarada "deserta" pela terceira vez. |
Esta foi a terceira tentativa de contratar o responsável pela elaboração/execução dos serviços. A novela da construção do "puxadinho", como é chamado o terminal provisório, se arrasta desde o ano passado. As duas primeiras licitações também não tiveram interessados. Assim, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) decidiu aplicar para a concorrência as regras do regime diferenciado de contratação (RDC), e nem assim, a licitação foi bem-sucedida.
Com a mudança, o valor a ser investido foi mantido em sigilo até assinatura do contrato. Já nas duas primeiras vezes em que a concorrência foi lançada, as propostas feitas tinham valores superiores aos estipulados pelo governo federal. Outras mudanças efetuadas no terceiro edital incluíam a redução do tamanho do terminal, para que o valor a ser investido diminuísse também. Antes, a capacidade do terminal era de 4,9 milhões passageiros por ano, com as alterações, este número caiu para 3,8 milhões.
Ainda segundo informações da estatal, com o insucesso de mais esta tentativa, o processo terá que ser reavaliado novamente. A previsão inicial era de que as intervenções estivessem prontas até fevereiro de 2014.
| ALISSON J. SILVA |
| A licitação para ampliação do terminal de passageiros em Confins, novamente, não teve interessados |
Conforme já publicado pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO, visando solucionar a questão, Infraero e o consórcio responsável decidiram acelerar as obras por meio de um termo aditivo, assinado no fim do ano passado, estipulando novas frentes de trabalho e prazos.
Apesar de o Terminal 1 não ficar pronto para a Copa das Confederações, que ocorre daqui a 40 dias, a previsão é de que na época da competição algumas partes já estejam concluídas. O novo acesso ao terminal é uma delas e foi liberado ontem. De acordo com informações da Infraero, carro e ônibus deverão usar a pista mais próxima do centro comercial, enquanto táxis, carros oficiais e veículos de turismo a faixa de fora.
As próximas intervenções a ficarem prontas, ainda de acordo com a estatal, serão o estacionamento A (B, C, D e E já foram concluídos) e o terminal de turismo do aeroporto.
Com as obras, a área total do terminal principal do Aeroporto de Confins passará dos atuais 60,3 mil metros quadrados para 67,6 mil metros quadrados. Isso permitirá o aumento da capacidade anual em 8,5 milhões de passageiros. Hoje, o número de pessoas que embarcam em Confins, cerca de 7 milhões por ano, já é superior à capacidade máxima (5 milhões).
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Localiza
| ALISSON J. SILVA |
| Eugênio Mattar: opção pelo crescimento orgânico |
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Grupo Martins
Confira!
| DIVULGAÇÃO |
| Alair Martins (à direita) recebeu o troféu de honra ao mérito da Abad |
No auge de seus 79 anos e nas vésperas de sua empresa completar 60 anos de atividades, Alair Martins do Nascimento ainda tem uma meta: deixar o negócio estruturado e os filhos preparados para sua sucessão, de forma que a Martins Comércio e Serviços de Distribuição, com sede em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, se torne o primeiro atacadista centenário do país. Para tal, uma reestruturação foi realizada no ano passado, na qual o fundador continua com o controle acionário do Grupo Martins, assim como com o poder decisório, em caráter vitalício. Já a propriedade das suas ações foi transferida para seus três filhos, por meio da criação do Conselho de Família.
"Esse é um desejo que ainda falta realizar e que tem tudo para acontecer. E o modelo de governança corporativa foi adotado, justamente, para que esse projeto siga adiante sem deixar de lado a cultura e os valores familiares iniciados em 1953, quando da criação da empresa, em um armazém de 110 metros quadrados que se transformou e hoje contribui para o crescimento de vários negócios em todo o país", explica.
À frente do Conselho de Família está Sérgio Barroso, primeiro brasileiro a chegar à presidência da Cargill no país e ex-secretário de Estado extraordinário da Copa do Mundo (Secopa), cargo que ocupou até o ano passado. Conforme Alair Martins, o papel de Barroso, hoje vice-presidente das holdings financeira e comercial do grupo, é facilitar os trâmites estratégicos para o desempenho e desenvolvimento dos negócios daqui para frente. "Ele trabalha as emoções da família", resume.
Antes da criação do Conselho de Família, a empresa já atuava com conselhos de Administração no atacado distribuidor e no banco. Mesmo com o novo formato do negócio, as decisões estratégicas de cada um continuarão sendo tomadas pelos respectivos conselhos, que também contam com membros independentes.
Em 1990, o Grupo Martins se tornou o maior distribuidor-atacadista da América Latina. Atualmente é formado pelas empresas Martins, de atacado e distribuição, Rede Smart, Tribanco, Tribanco Seguros, Tricard, Universidade Martins do Varejo (UMV) e Instituto Alair Martins (Iamar). Somente a Martins Atacado tem 4,5 mil funcionários, 381 vendedores e 3,6 mil representantes comerciais, além de uma frota de 1,1 mil veículos e quase 400 mil clientes em todo o Brasil.
No Ranking Abad/Nielsen, da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores, divulgado no início da semana, em São Paulo, a empresa se destacou, mais uma vez, com o melhor desempenho entre os atacadistas mineiros e o segundo melhor do país, ficando atrás somente da Profarma Distribuidora de Produtos Farmacêuticos S/A, na categoria distribuição e entrega. Além disso, na ocasião, Alair Martins recebeu o troféu de honra ao mérito "Aliança em Excelência", concedido pela entidade.
Considerando todos os segmentos de atuação, o Grupo Martins faturou R$ 3,812 bilhões no ano passado, resultado 11% superior ao de 2011 - R$ 3,434 bilhões. Sua atuação hoje se concentra na região Sudeste (39%) e o restante é bastante diluído no país. Já sua área de armazém já chega a 165 mil metros quadrados.
Estratégia - Para este ano, segundo o chief executive officer (CEO) do grupo, Walter Faria Júnior, é esperado um crescimento de, no mínimo, 13% sobre o resultado de 2012. A aposta de acordo com ele, se baseia na estratégia de atuação da empresa, que busca uma melhor produtividade baseada nas tendências de mercado, sem deixar de lado o que é bom para o cliente.
"Queremos prestar o melhor atendimento, sabendo que para cada tipo de negócio e região é preciso um atendimento específico, já que atendemos desde uma loja de materiais de construção, passando por farmácia, supermercado, até uma casa de produtos agropecuários, em todo o país", diz.
No que se refere aos possíveis obstáculos não só para este exercício, mas para o negócio como um todo, Faria Júnior cita a infraestrutura precária, a falta de mão de obra e o sistema tributário, entre outros. "As margens de lucro do comércio no Brasil são baixas, por isso temos que ser, acima de tudo, eficientes e buscar eficiência em tudo", justifica.
Os investimentos a serem realizados pela empresa, no entanto, poderão amenizar tais questões. Somente para neste ano, conforme o CEO, o grupo deverá investir cerca de R$ 20 milhões em novas tecnologias. Os recursos serão destinados à automatização dos sistemas, bem como à equipamentos e treinamentos para os profissionais do grupo.