Entenda o processo de implantação do empreendimento que a população aguarda há décadas.
| ALISSON J. SILVA |
| Melles se queixou da morosidade da União no repasse de verbas |
A expansão do metrô de Belo Horizonte é aguardada há décadas pela população. Atualmente, uma única linha está em operação, entre o Eldorado (Contagem) e Venda Nova (região Norte da Capital). O trecho tem 19 estações e 28 quilômetros de extensão.
Conforme o secretário, o processo realmente é demorado, em função da grande complexidade. Porém, ele ressalta que o primeiro passo para o desengavetamento do projeto foi dado no ano passado, com o início dos trabalhos de sondagem. "Finalizando esta etapa, será possível lançar a licitação para o projeto, e posteriormente publicar o edital para definição da empresa que realizará as obras e, depois, dar início às mesmas. Esse período como um todo vai de quatro a seis anos e, por isso, não se trata de um projeto para a Copa do Mundo", diz.
De acordo com Melles, apesar de o governo federal alegar que o início da concorrência para implantação do metrô só depende da publicação do edital por parte do governo de Minas, a morosidade no andamento do processo diz respeito aos recursos a serem liberados pela União.
"Todo problema ainda existente é do governo federal. Nós estamos antecipando e assumindo como parceiros e fazendo o possível para adiantar o processo, mas em determinado ponto ficamos reféns. Para se ter uma ideia, só agora foram liberados R$ 60 milhões para a sondagem, que teve início em setembro. Foi preciso que o governo do Estado começasse as obras sem que os recursos chegassem para que houvesse o andamento do processo", explica.
| ALISSON J. SILVA |
| Para Carlos Melles, processo é demorado em função da grande complexidade |
De forma geral, a expansão e a modernização do sistema de transporte na capital mineira inclui intervenções nas linhas 1 (Eldorado-Vilarinho), o término da construção e implantação da linha 2 (Calafate-Barreiro) e a construção e implantação da linha 3 (Lagoinha-Savassi). Com os trabalhos, a capacidade de atendimento do metrô passará dos atuais 200 mil passageiros por dia para cerca de 800 mil usuários/dia.
Sondagens - Os serviços de geotecnia e sondagem das obras do metrô tiveram início em setembro do ano passado, pelo centro da Capital, com o objetivo de subsidiar os projetos de engenharia com informações sobre o subsolo dos locais onde passarão as linhas do metrô.
Por meio de perfurações, a Progeo Engenharia Ltda, empresa que venceu a licitação para realizar as intervenções, obteve amostras de solos, rochas e outras informações geofísicas relevantes para o projeto, como a resistência das camadas de solo e o nível d’água subterrâneo. Já a profundidade dos furos ocorreu de acordo com o perfil do túnel a escavado, variando de 30 a 35 metros de profundidade. Ao final deste mês terão sido realizadas 180 perfurações em Belo Horizonte.