Economia porque?

Sabe aquela coisa de fazer jornalismo justamente por gostar de ler e escrever e ter dificuldades com matemática? Pois bem, este foi um dos motivos [além da paixão incondicional pelo ato de noticiar] que me levaram a escolher o jornalismo. No entanto, menos de um ano após a formatura me deparei com uma vaga em um jornal especializado na cobertura da economia de Minas Gerais. Três anos se passaram desde então. De lá para cá aprendi não só a gostar de [alguns] números, como também passei a entender melhor algumas [poucas] questões que norteiam o nosso dia-a-dia. Por isso estou aqui: para tentar clarear um pouco para você também, falando sobre a economia de Minas Gerais. Seja por meio de minhas apurações, matérias e descobertas ou dados e informações econômicas relevantes fornecidos por colegas da área.

Boa leitura!

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

SIX Semicondutores

Diante da falta de mão de obra qualificada no país, a SIX Semicondutores está recrutando estudantes brasileiros que vivem nos Estados Unidos para trabalhar na unidade que está sendo erguida em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A fábrica demandará aporte de R$ 1 bilhão e as operações devem começar no primeiro trimestre de 2015.

Leia mais sobre o assunto.

Publicada em 29-01-2013

Em evento na Califórnia, empresa recruta estudantes brasileiros para trabalhar em Neves. 
MARA BIANCHETTI. 
GIL LEONARDI/AGÊNCIA MINAS
A empresa vai fabricar chips para utilização em aplicações industriais e médicas em Ribeirão das Neves
A empresa vai fabricar chips para utilização em aplicações industriais e médicas em Ribeirão das Neves
Confirmando a tendência cada vez maior de importação de mão de obra e conhecimento em meio a um cenário de escassez de profissionais qualificados no país, a SIX Semicondutores S/A, que tem como um dos sócios o grupo EBX, está recrutando brasileiros que vivem nos Estados Unidos para trabalhar na unidade que será erguida em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Em evento realizado ontem na Universidade de Stanford, na Califórnia, os estudantes puderam conhecer as oportunidades da indústria de semicondutores brasileira, bem como a SIX, que está oferecendo 300 vagas em sua nova plataforma industrial.

Conforme informações da companhia, a expectativa é de que 145 vagas sejam preenchidas em 2013 e o restante no próximo exercício. Física, química, eletrônica, biotecnologia, mecânica, comercial, marketing e design estão entre as áreas contempladas. Já entre cargos disponíveis aparecem gerente de linha de negócios, criador de soluções de produtos inovadores, operador em implantação iônica e processos quentes, especialista em pesquisa e desenvolvimento de soluções de dispositivos modernos e especialista em semicondutores e teste híbrido.

Com investimentos da ordem de R$ 1 bilhão e previsão de início das operações no primeiro trimestre de 2015, a SIX Semicondutores é resultado da sociedade entre a SIX Soluções Inteligentes, empresa de tecnologia do grupo EBX, de Eike Batista; do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG); da IBM; da Matec Investimentos e da Tecnologia Infinita WS-Intecs, do ex-presidente da Volkswagen do Brasil S/A Wolfgang Sauer, idealizador do projeto, que tinha o nome original de Companhia Brasileira de Semicondutores (CBS).

A empresa vai fabricar chips para utilização em aplicações industriais e médicas. O diferencial competitivo estará na criação, no desenvolvimento e na produção de circuitos integrados customizados, operando em nichos e obtendo, conseqüentemente, margens maiores do que na produção em massa de semicondutores.


Acionistas - A SIX Soluções Inteligentes e o BNDESPar, braço de participações acionárias do BNDES, terão, cada um, 33% de participação na nova companhia e investirão R$ 245 milhões cada. O BNDES também financiará R$ 267 milhões, sendo R$ 202 milhões diretamente e R$ 65 milhões repassados pelo BDMG, que também terá 7,2% das ações, por meio de sua subsidiária BDMGTEC, criada especialmente para atuar no empreendimento.

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) - empresa pública vinculada ao Ministério de Ciência e Tecnologia e Inovação -, por sua vez, aportará R$ 202 milhões em financiamentos, parte deles proveniente do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel). Já o projeto e a construção da planta estão sob a responsabilidade da Matec Engenharia e Construções, que contará com o apoio da Kinetics Germany Gmmbh. A IBM é a parceira tecnológica e dona da expertise para o projeto.

Além disso, a escolha de Ribeirão das Neves para a construção da planta em um terreno de 16 hectares, próximo à BR-040, com cinco hectares de área construída, levou em conta aspectos técnicos como o baixo nível de vibração do terreno. Mas a decisão, em última instância, foi do governo do Estado. Já a definição por Minas Gerais demandou uma longa negociação, que conforme o governador Antonio Anastasia durou mais de 10 anos até sua maturação.


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Impostômetro

Vocês sabiam que existe uma ferramenta que mensura quanto de impostos pagamos? É o chamado "Impostômetro". Ele fica em São Paulo em forma de painel e representa em Reais a evolução de nossos gastos com tributos. E não é que o "danadinho" atingiu a casa dos primeiros R$ 100 bilhões de 2013 hoje, aos 23 dias do ano?

Quer saber mais? Leia matéria na íntegra abaixo.


Publicada em 23-01-2013
Marca neste ano será alcançada um dia antes da registrada em 2012 no país. 
MARA BIANCHETTI. 
Arrecadação atinge R$ 100 bi

Depois de encerrar 2012 tendo ultrapassado a marca do R$ 1,5 trilhão, o Impostômetro, ferramenta desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) em parceria com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), atingirá nesta quarta-feira os primeiros R$ 100 bilhões de 2013. O valor referente à arrecadação de tributos federais, estaduais e municipais de 1º de janeiro até hoje será registrado um dia antes em relação à marca atingida no ano passado.

O presidente do IBPT, João Eloi Olenike, ressalta que nos últimos quatro anos tem sido registrada uma seqüência descendente de dias em que os R$ 100 bilhões foram atingidos. Em 2010 foi no dia 29 de janeiro; em 2011, no dia 26; no ano passado, no dia 24 e, agora, no dia 23 do primeiro mês deste exercício. "Isso significa que a carga tributária projetada pro final do ano está somente um pouco superior ao montante arrecadado no ano passado", explica.

De qualquer maneira, Olenike lembra que ainda está cedo para garantir que tal ritmo será mantido no decorrer de todo o ano. Conforme o presidente do entidade, a consolidação ou não do patamar na arrecadação irá depender de uma série de fatores.

"A tendência é que permaneça assim. Porém, é preciso lembrar que haverá alguns picos em determinados meses, como será o caso de fevereiro e março, por exemplo, quando haverá maior acúmulo de pagamento de tributos como Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA)", observa.


DIVULGAÇÃO
Para João Eloi Olenike, é cedo para fazer uma projeção de receita em 2013
Para João Eloi Olenike, é cedo para fazer uma projeção de receita em 2013
Ritmo baixo - Além disso, ele afirma que a antecipação em um dia reflete diretamente no aumento da arrecadação tributária e que esta, por sua vez, indica o crescimento pouco significativo da economia do país.

"O não crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) nos últimos anos em patamares que vinha aumentando anteriormente está refletindo na arrecadação. Trata-se de uma continuidade do que ocorreu no passado e somente sofrerá mudanças caso seja alterada também a gestão econômica do país", avalia.

O Imposto de Renda (IR), o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), a contribuição do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Programa de Integração Social/Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins) respondem pela maior parte do montante arrecadado em nível federal até o momento. Juntos eles representam R$ 83 milhões, o que equivale a 83% do montante arrecadado até o momento. Somente o IR já totaliza R$ 26 bilhões; o ICMS, R$ 22 bilhões; o INSS, R$ 20 bilhões e o PIS/Cofins, R$ 15 bilhões.

Em Minas Gerais, conforme o Impostômetro, a arrecadação deve alcançar R$ 3,5 bilhões hoje, cerca de 3,5% do total em todo o país. A tendência de crescimento nas três esferas de governo será acompanhada pelo Estado. Normalmente, o recolhimento estadual fica entre os três maiores do país, juntamente com São Paulo e Rio de Janeiro. Nestes estados, a arrecadação chega hoje a R$ 10 bilhões e R$ 3 bilhões, respectivamente.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

AeC

A empresa mineira de call center está pronta para abrir seu capital. A operação deve acontecer, no mais tardar, no próximo ano. Além disso, em 2013 empresa fará aportes de R$ 90 milhões.

Leia sobre o assunto abaixo.


Publicada em 15-01-2013
Operação deve acontecer, no mais tardar, no próximo ano; em 2013 empresa fará aportes de R$ 90 milhões. 
MARA BIANCHETTI.  
AEC/DIVULGAÇÃO
Moreira: Minas é responsável por 80% do faturamento
Moreira: Minas é responsável por 80% do faturamento
A mineira AeC, empresa de Business Process Outsourcing (BPO) que há duas décadas oferece soluções em serviços integrados de consultoria,software e contact center, está pronta para entrar no mercado de capitais. Há quatro anos, a companhia, sediada em Belo Horizonte, vem se preparando para o feito e já concluiu a primeira etapa, que entre outros quesitos, inclui balanços auditados e a criação de um conselho administrativo.

O próximo passo, segundo o presidente da AeC, Alexandre Moreira, é esperar a listagem na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). "A empresa já está pronta. Falta agora sermos listados em bolsa, para realizar a oferta inicial de ações (IPO). Isso vai acontecer senão neste exercício, mais tardar no ano que vem", afirma.

Enquanto isso, a empresa segue realizando uma série de aportes para a expansão dos negócios no país. A partir de um projeto denominado "Ponta das Américas", a AeC está realizando vários investimentos no Nordeste brasileiro. O objetivo, de acordo com Moreira, é aproveitar o potencial da região, no que diz respeito ao volume de mão de obra disponível e ao grau de produtividade.

Neste exercício, as inversões totalizarão R$ 90 milhões, contra os R$ 61 milhões aplicados em 2012. Os estados que receberão os investimentos são Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará. Ao todo, serão criadas quase 5 mil novas Posições de Atendimento (PAs) e aproximadamente 6 mil empregos.

Os primeiros R$ 30 milhões já começaram a ser aplicados na instalação de duas unidades de contact center em João Pessoa (PB). Com inauguração confirmada para março, a primeira unidade contará com 400 PAs e vai gerar, inicialmente, 1,3 mil empregos diretos. Já a segunda unidade tem inauguração prevista para o segundo trimestre de 2013, com a criação de 1.420 posições.

Assim, conforme o presidente da AeC, a meta da companhia é encerrar este ano com aumento de 52% no faturamento em relação a 2012, totalizando R$ 730 milhões. No exercício passado, o faturamento da empresa foi de R$ 520 milhões, o que representa alta de 42% na comparação com 2011. O objetivo é chegar ao R$ 1 bilhão em 2014.


Minas - Em relação à representatividade de cada região de atuação para os negócios da AeC, Moreira destaca que Minas Gerais é responsável por cerca de 80% do faturamento. Com as duas unidades que serão inauguradas na Paraíba, a empresa contará com 14 pontos divididos entre Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraíba.

"Além disso, a empresa tem quatro centrais em Belo Horizonte, duas em Governador Valadares (Vale do Rio Doce), duas em Montes Claros (Norte de Minas) e duas em Campina Grande (PB)", diz.

Entre os principais clientes da AeC estão médias e grandes empresas nacionais e internacionais de vários setores. Entre eles, vale destacar: emissoras de TV, operadoras de televisão a cabo e celular, energia, prefeituras, montadoras de automóveis, hospitais e construtoras. Na área de Contact Center a empresa está entre as cinco maiores do país, com cerca de 11 mil posições de atendimento em operação e á22 mil funcionários.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Avenida Paraná

As tão temidas obras de implantação do Bus Rapid Transit (BRT), sistema de transporte coletivo por trânsito rápido, na avenida Paraná,  iniciadas na última terça-feira, já prejudicam o comércio do hipercentro da Capital. Segundo lojistas, somente nos três primeiros dias de intervenções, as vendas diminuíram, em média, 15%. O receio de quem atua na região é de que aconteça como na avenida Santos Dumont, onde as vendas caíram até 90% durante o período das intervenções.

Confira mais detalhes na matéria.


Publicada em 11-01-2013

Somente nos três primeiros dias de intervenções na avenida, as vendas do comércio caíram, em média, 15%. 

MARA BIANCHETTI. 
JONAS BITTER
Os trabalhos de implantação do BRT na via começaram na última terça-feira
Os trabalhos de implantação do BRT na via começaram na última terça-feira











Iniciadas na última terça-feira, as obras para implantação do Bus Rapid Transit (BRT), sistema de transporte coletivo por trânsito rápido, na avenida Paraná, região central de Belo Horizonte, já provocam perdas ao comércio da região. Segundo lojistas que trabalham na avenida, apesar de ainda ser necessário um tempo maior para ter certeza dos prejuízos, somente nos três primeiros dias de intervenções as vendas caíram, em média, 15%.

Na avaliação do presidente da Associação dos Comerciantes do Hipercentro, Pedro Bacha, além da retirada de pontos de ônibus da avenida e da limitação do tráfego de veículos na mesma, a falta de clareza nas informações por parte da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) sobre as obras também tem sido responsável pela diminuição do fluxo de pessoas no local.

"A queda já era esperada em função da restrição do tráfego, no entanto, os efeitos poderiam ser minimizados caso fosse de interesse da prefeitura uma maior nitidez nas informações. As faixas espalhadas pelo Centro trazem os dizeres de que a avenida Paraná se encontra interditada para obras, quando, na verdade, somente uma pista está fechada para o tráfego de veículos. Isto leva o consumidor a entender que a via está toda interditada e que, inclusive, as lojas estão fechadas", adverte.

Conforme Bacha, ao conversar com 20 lojistas que atuam na avenida, foi possível constatar que pelo menos metade desses registrou retração de 10% nas vendas apenas nos dois primeiros dias das obras e outros sete de 12%, na mesma base de comparação. "Minha família possui quatro lojas na região. Somente em nossas unidades foram observados recuo de 15% em média", exemplifica.

JONAS BITTER
Comerciantes reclamam de erro nas faixas espalhadas pelo centro, na verdade interdição foi em meia pista
Comerciantes reclamam de erro nas faixas espalhadas pelo centro, na verdade interdição foi em meia pista
Sem informações - Outro representante da Associação dos Comerciantes do Hipercentro Flávio Fróes Assunção, ressalta que já foi solicitado à PBH mudança nas informações, mas que a mesma não foi atendida. De acordo com ele, por este motivo, muitos clientes estão pensando que as lojas estão fechadas, o que tem colaborado para a queda nas vendas.

"Somente na minha loja já observamos uma retração de 10% no primeiro dia, 30% no segundo e no terceiro cerca de 10% novamente. Mas é preciso considerar que o ponto faz esquina com uma rua que não foi interditada. Como ficam as lojas do meio da avenida, no meio dos tapumes?", questiona Assunção que é proprietário da loja Nova BH, localizada na avenida Paraná, esquina com a rua dos Tupinambás.

Como forma de minimizar os prejuízos e tornar mais definida as negociações com a PBH, a Associação dos Comerciantes do Hipercentro conseguiu a interferência do Ministério Público (MP) e no próximo dia 16 será realizada reunião entre as partes envolvidas e o órgão para firmar um compromisso formal.

"Foi a solução que encontramos, já que no caso das obras na avenida Santos Dumont as negociações não ficaram tão claras, o que gerou maiores perdas e confusão", completa. Conforme noticiado pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO, os lojistas instalados naquela região chegaram a apresentar retração de até 90% do faturamento durante o período de execução dos trabalhos.


Pessimismo - No caso da Magazine do Bebê, que comercializa itens infantis e possui duas unidades na avenida Paraná, somente nos três primeiros dias de obra as vendas caíram em 15%. Segundo o gerente das lojas, Carlos Silva, a tendência é que piore nos próximos dias com o avanço dos trabalhos e o aumento dos transtornos e da poeira.

Na Skala, loja especializada em moda masculina, feminina e infantil, a tensão é semelhante. Até agora a queda foi de 50%, mas poderá ser ainda pior, conforme a supervisora da loja, Angela Jardim. "Por enquanto a obra ainda não chegou aqui e ainda está sendo possível fazer alguma venda. Mas e depois?", indaga.

As intervenções fazem parte da segunda fase de implantação do chamado BRT Central. Até a conclusão da obra, serão, ao todo, seis etapas de intervenções. A primeira aconteceu na avenida Santos Dumont, entre maio e novembro do ano passado e segundo informações da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura está praticamente concluída, restando apenas a instalação das estações de transferência, que ocorrerá ao mesmo tempo em todas as regiões que receberão o sistema, no final da implantação do mesmo.

Já o cronograma oficial dos trabalhos na avenida Paraná ainda não foi divulgado. No local funcionam cerca de 300 estabelecimentos que, juntos, empregam pelo menos 3 mil pessoas.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Forno de Minas

Empresa mineira irá investir R$ 40 milhões nos próximos dois anos. O montante será destinado ao aumento das vendas no Brasil e no exterior, bem como à ampliação do mix de produtos.

Confira mais detalhes na matéria publicada no DIÁRIO DO COMÉRCIO.


Publicada em 09-01-2013
Empresa vai iniciar programa de investimentos, com previsão de R$ 40 milhões. 
MARA BIANCHETTI. 
ALISSON J. SILVA
Em 2012, a Forno de Minas faturou mais de R$ 136mi
Em 2012, a Forno de Minas faturou mais de R$ 136mi
Depois de encerrar em 2012 um ciclo de investimentos da ordem de R$ 40 milhões, a Forno de Minas Alimentos S/A, com planta em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), iniciará neste ano um novo programa de aportes da mesma ordem que será realizado em 24 meses. Segundo o diretor de Marketing e Desenvolvimento de Negócios da companhia, Ricardo Machado, desta vez, o montante será destinado ao aumento das vendas no Brasil e no exterior e à ampliação e diversificação dos produtos.

Ele explica que a primeira leva de inversões visava, basicamente, o reposicionamento da marca no mercado, que desde 2009, quando voltou a ser controlada pela Laticínios Condessa, buscava seu fortalecimento principalmente no território nacional. Agora, os investimentos vão além.

"De certa maneira, esse reposicionamento no país já foi feito e são poucas as localidades que ainda não contam com presença reforçada da Forno de Minas. Por isso, os recursos serão destinados ao aumento da participação das exportações nas vendas da companhia e na diversificação das linhas de produtos oferecidos", afirma.
DIVULGAÇÃO
Serão lançados neste ano mais dois grupos de alimentos Forno de Minas; hoje a empresa comercializa cinco
Serão lançados neste ano mais dois grupos de alimentos Forno de Minas; hoje a empresa comercializa cinco
Mesmo não revelando quais, Ribeiro adianta que somente em 2013 serão lançados mais dois grupos de alimentos Forno de Minas. Hoje a empresa comercializa cinco. São eles: pães de queijo, folhados, empanadas, tortas e waffles. Já quando consideradas as variações de cada grupo, como recheios, quantidade e tamanho, o mix de produtos ultrapassa a casa dos 100. "Quase 70% do faturamento vem do grupo dos pães de queijo", diz.

No ano passado, a companhia faturou mais de R$ 136 milhões. Em relação ao exercício imediatamente anterior, isso equivale a 35% de crescimento, já que em 2011 o montante havia sido de R$ 101 milhões. O diretor atribui o resultado à reestruturação das estratégias de atuação por meio do aumento da força de vendas em todo o país. Segundo ele, em 2012, entre 100 e 150 pessoas foram adicionadas ao contingente de vendas da empresa, que tem hoje 650 funcionários.

"Um melhor nível de serviço no mercado reflete diretamente no faturamento. Foi isso que aconteceu em 2012 e deverá acontecer em 2013 também", aposta. Assim, a expectativa é de um incremento da ordem de 30% a 35% no faturamento deste ano em relação ao anterior. Se a projeção se confirmar, a receita bruta da companhia poderá chegar a R$ 184 milhões ao final de 2013.

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Ricardo Machado
Ricardo Machado
Exportações - A grande aposta para o atual exercício diz respeito às exportações. Conforme Ribeiro, os embarques, que hoje representam menos de 10% dos negócios da companhia terão papel de suma importância na concretização de tal objetivo. Segundo ele, a estratégia será aprimorar os negócios já existentes em parte da Europa e da América Latina e em países como Estados Unidos e Canadá. "Além disso, estamos com negociações avançadas com outros países da Europa, da Ásia (Japão e Coreia do Sul) e da própria América Latina", adianta.

Da parcela destinada ao Brasil, 85% são direcionados aos estados de São Paulo (35%), Rio de Janeiro (25%) e Minas Gerais (25%) - respectivamente principais mercados consumidores nacionais da marca. O restante é dividido entre os demais estados de atuação da empresa.

Vale da Eletrônica

As empresas situadas no APL de eletroeletrônicos na cidade de Santa Rita do Sapucaí, no Sul do Estado, comemoram as vendas realizadas em 2012. Segundo o sindicato do setor na região, o faturamento das empresas no ano passado deverá somar R$ 2,2 bilhões.

Leia matéria na íntegra abaixo.


Publicada em 08-01-2013

Faturamento de empresas de Santa Rita do Sapucaí deve atingir a cifra de R$ 2,2 bilhões, alta de 29%. 
MARA BIANCHETTI
DIVULGAÇÃO
Demanda fez algumas empresas cancelarem ou postergarem férias coletivas
Demanda fez algumas empresas cancelarem ou postergarem férias coletivas














Embora ainda não tenha fechado o balanço de 2012, o Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindvel) estima que o faturamento das empresas do município de Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, tenha chegado próximo aos R$ 2,2 bilhões no ano passado. Segundo o presidente do sindicato, Roberto Souza Pinto, isso representa um crescimento da ordem de 29% em relação ao resultado de 2011, quando os negócios do Arranjo Produtivo Local (APL) do Sul de Minas somaram R$ 1,7 bilhão.

Segundo ele, o montante é bem superior ao projetado pela entidade no começo do ano passado, quando era esperada alta de 13% sobre 2011, mantendo o crescimento dos negócios no mesmo ritmo do ano anterior. "Os resultados foram tão surpreendentes que fizeram com que o último mês de 2012 fosse atípico, com algumas empresas cancelando ou postergando as férias coletivas e mantendo o efetivo trabalhando inclusive no Natal e no Ano Novo, como forma de atender à demanda e entregar os pedidos na data combinada", diz.

Conforme o presidente do Sindvel, tal desempenho se deve a uma série de fatores, ente os quais se destaca a consolidação dos produtos do Vale da Eletrônica no mercado e valorização do dólar frente ao real. "De certa forma a alta cambial inibe as compras externas dos produtos eletrônicos, além de gerar receio por parte de importadores em formar estoques para atender à demanda interna. Como os produtos fabricados aqui já não deixam a desejar em nada em relação aos importados, muitos compradores fecharam negócios com as nossas empresas", justifica.

Souza Pinto afirma ainda que os constantes investimentos realizados pelos empresários da região também contribuíram para o resultado. De acordo com ele, somente em 2012 os aportes privados em inovação tecnológica, novos produtos, processo fabril e qualificação da mão de obra somaram algo em torno de R$ 120 milhões.

Para 2013 o otimismo está mantido e a expectativa é de que o faturamento das empresas do Vale da Eletrônica aumente na mesma proporção de crescimento do ano passado. Se a previsão se confirmar, o montante saltará de R$ 2,2 bilhões para quase R$ 2,9 bilhões ao final deste exercício.

No que se refere às exportações, o presidente do Sindvel explica que elas ainda são pequenas e que grande parte do que é produzido pelas 150 empresas da região é destinada a consumidores brasileiros. Atualmente, 52 empresas do polo comercializam seus produtos para outros países, como México, Angola, Colômbia, Venezuela, Peru, entre outros.

Os esforços para aumentar a fatia de produtos enviados ao exterior continuarão em 2013. Segundo ele, a meta é estreitar as relações com países da Europa, África do Sul e da própria América do Sul.

Já em relação aos escritórios criados em alguns países como forma de estreitar as relações internacionais dos empresários do APL, Souza Pinto explica que a estratégia deixou de ser viável e foi reformulada. Agora, nestes locais, existem parceiros que intermediam os contatos e fecham os negócios. "O custo estava muito alto. Por isso, optamos por manter o relacionamento iniciado em forma de parcerias. De qualquer maneira, continuamos com acesso aos fabricantes de matéria prima e facilidade de negociação com os empresários internacionais", ressalta. Ao todo são três pontos de apoio nos Estados Unidos e cinco distribuídos em países da Ásia.


Bélicos - Outra aposta para o atual exercício diz respeito ao avanço nas negociações com o governo federal com o objetivo de tornar o APL um fornecedor da indústria bélica nacional. Ainda de acordo com o presidente do Sindvel, apesar de os avanços neste sentido não terem sido grandes ao longo do ano passado, as empresas locais estão se preparando para atuar no segmento.

"As empresas estão fazendo as adaptações necessárias e, em breve, já estarão em condições de fornecer produtos às Forças Armadas Brasileiras. Mas, para o processo estar completo, dependemos também da homologação por parte do Ministério da Defesa (MD) e, neste caso, sabemos que a morosidade é grande", diz.


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

BRT

Na próxima semana terá início mais uma etapa das obras de implantação do BRT Central em Belo Horizonte. Trata-se da segunda fase do projeto na região. Além do Central, outros dois corredores da Capital receberão o sistema de transporte coletivo por trânsito rápido: avenidas Antônio Carlos/Pedro I/Vilarinho e avenida Cristiano Machado. A grande questão é que os lojistas da região, cerca de 300, estão apreensivos quanto à queda nas vendas no período em que a avenida estiver fechada para as intervenções. Eles temem que aconteça o mesmo que ocorreu na Santos Dumont, onde as vendas caíram até 90% durante os trabalhos na via.

Leia matéria na íntegra.

Publicada em 04-01-2013

Intervenções na avenida Paraná começam na próxima terça-feira; lojistas temem queda nas vendas. 
MARA BIANCHETTI
JONAS BITTER
As intervenções para implantação do BRT na avenida Santos Dumont estão praticamente concluídas
As intervenções para implantação do BRT na avenida Santos Dumont estão praticamente concluídas
Embora os lojistas do hipercentro estejam reivindicando um maior tempo para se planejarem para as intervenções de implantação do Bus Rapid Transit (BRT), sistema de transporte coletivo por trânsito rápido, na região central de Belo Horizonte, as obras terão início na próxima terça-feira. Desta vez, os trabalhos serão realizados na avenida Paraná, nos quarteirões entre as ruas dos Caetés e Tupis, no sentido do Mercado Central, e na praça Rio Branco (Rodoviária). A previsão é de que o novo sistema de transporte coletivo da área central da capital mineira entre em operação dentro de um ano.

Trata-se da segunda fase de implantação do chamado BRT Central. Até a conclusão da obra, serão, ao todo, seis etapas de intervenções. A primeira aconteceu na avenida Santos Dumont, entre maio e novembro do ano passado. Segundo informações da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura, esta fase está praticamente concluída, restando apenas a instalação das estações de transferência, que ocorrerá ao mesmo tempo em todas as regiões que receberão o sistema, no final da implantação.
JONAS BITTER
Obra na Santos Dumont está praticamente concluída
Obra na Santos Dumont está praticamente concluída
Ainda conforme informações da secretaria, o cronograma dos trabalhos na avenida Paraná será divulgado em breve, pois representantes da pasta e da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) estão se reunindo com os empresários da região para definir a estratégia de atuação visando que sejam mínimos os impactos causados pelas obras no comércio local. Na avenida, funcionam cerca de 300 estabelecimentos que, juntos, empregam pelo menos 3 mil pessoas.

Neste sentido, o representante da Associação dos Comerciantes do Hipercentro, Flávio Assunção, explica que o clima é de tensão entre os empresários da região. Isso porque eles temem que aconteça o mesmo que ocorreu com o comércio na avenida Santos Dumont no ano passado. Conforme noticiado pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO, os lojistas instalados naquela região chegaram a apresentar retração de até 90% do faturamento durante o período de execução dos trabalhos. "Não queremos ser contra a obra, mas do jeito que a prefeitura vem fazendo, tem tudo para ser um grande fracasso", diz.

Ainda segundo Assunção, algumas questões precisam ser esclarecidas antes mesmo do início dos trabalhos. Entre elas, a quantidade de funcionários que serão envolvidos na obra, turnos de trabalho, definição de esquema especial de segurança por parte da Polícia Milita de Minas Gerais (PMMG), iluminação da obra, entre outras. "Em cinco dias isso não será respondido. Gostaríamos que os trabalhos fossem iniciados só depois de esclarecidas estas questões", reafirma.

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), por sua vez, explica que durante o período de obras uma parte da cidade sentirá os efeitos das mudanças no trânsito, mas, no futuro, toda a população será beneficiada. Para se ter uma ideia, depois da implantação do BRT, as avenidas Santos Dumont e Paraná terão vias exclusivas para a circulação dos ônibus do sistema, dos pedestres e das bicicletas.

JONAS BITTER
Na Paraná, funcionam cerca de 300 estabelecimentos
Na Paraná, funcionam cerca de 300 estabelecimentos
Fluxo - Atualmente, nos horários de pico da manhã, 8,4 mil passageiros utilizam pontos de embarque e desembarque nessas duas avenidas. Com o sistema, esse número passará para 14,5 mil passageiros. Já nos horários de pico da tarde, o número de usuários de ônibus na Paraná e na Santos Dumont subirá de 7,5 mil para 13 mil.

Além do BRT Central, orçado em R$ 55 milhões, o sistema está sendo implantado em outros dois corredores da cidade: avenidas Antônio Carlos/Pedro I/Vilarinho e avenida Cristiano Machado.

No caso do BRT Antônio Carlos/Pedro I/Vilarinho, o orçamento da prefeitura não foi suficiente para arcar com as desapropriações necessárias ao longo da avenida Dom Pedro I e, por esse motivo, as obras naquele trecho foram paralisadas e deverão ser reinicias ainda este mês. Iniciadas em setembro de 2011, as obras nesta região estão orçadas em R$ 633,8 milhões.

Já as obras para implantação do BRT na avenida Cristiano Machado foram iniciadas também em setembro de 2011 e estão orçadas em R$ 135,3 milhões.