Economia porque?

Sabe aquela coisa de fazer jornalismo justamente por gostar de ler e escrever e ter dificuldades com matemática? Pois bem, este foi um dos motivos [além da paixão incondicional pelo ato de noticiar] que me levaram a escolher o jornalismo. No entanto, menos de um ano após a formatura me deparei com uma vaga em um jornal especializado na cobertura da economia de Minas Gerais. Três anos se passaram desde então. De lá para cá aprendi não só a gostar de [alguns] números, como também passei a entender melhor algumas [poucas] questões que norteiam o nosso dia-a-dia. Por isso estou aqui: para tentar clarear um pouco para você também, falando sobre a economia de Minas Gerais. Seja por meio de minhas apurações, matérias e descobertas ou dados e informações econômicas relevantes fornecidos por colegas da área.

Boa leitura!

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Novos Shoppings em Minas Gerais

Que a economia de Minas Gerais tem seus diferenciais todo mundo já sabe. Mas que essas características vão além da indústria da transformação e extrativa, talvez nem todos estejam por dentro. Comércio e serviços são dois setores com grande potencial. Pesquisa realizada pelo IBOPE reafirmou isso. O estudo destacou 10 regiões do país com maior aptas a receberem seu primeiro shopping center. Ubá e Conselheiro Lafaiete, apareceram entre elas. 

Entenda mais e o porquê no texto abaixo.

Publicada em 02-08-2013



Conselheiro Lafaiete e Ubá estão entre as cidades mais atrativas.
PREFEITURA/DIVULGAÇÃO
Conselheiro Lafaiete aparece em segundo lugar
Conselheiro Lafaiete aparece em segundo lugar
Minas Gerais, a terceira economia do país, tem potencial de crescimento em outras áreas que não somente as indústrias extrativa e de transformação. Os setores de comércio e serviços também são promissores dentro do Estado e possuem espaço de sobra para receber investimentos, principalmente por meio da construção de shopping centers. Atualmente, Minas conta com 43 empreendimentos do tipo em operação e deverá encerrar 2013 com pelos menos 50 em funcionamento.
As informações são do coordenador estadual da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), Durleno Barbosa de Rezende. Segundo ele, apesar de a tendência de interiorização do setor ser vista em todo o território nacional, as cidades mineiras, especialmente, apresentam perfis adequados a esse tipo de consumo, principalmente no que se refere a cidades consideradas polos.

"Quando se fala em investimento na construção de um shopping, não quer dizer que será de um porte específico ou com atuação direcionada a um público só. Pelo contrário, antes são feitas pesquisas, adequações e análises da demanda da região, de forma que o empreendimento atenda as necessidades existentes naquele local", explica.
Rezende ressalta que em Minas Gerais essa tendência já pode ser confirmada pela chegada de grandes empreendimentos do tipo em cidades como Uberaba, Uberlândia (Triângulo), Varginha (Sul), Divinópolis (Centro-Oeste), Sete Lagoas (Central) e Juiz de Fora (Zona da Mata). No entanto, ele pondera que ainda que a expectativa de inaugurações até o fim deste ano seja alta, se comparada aos anos anteriores, o número continua baixo diante das oportunidades que o Brasil oferece.
"Não podemos dizer que as grandes cidades estão saturadas, mas nelas, o mercado já é bem disputado.  preciso avançar para o interior e absorver o potencial que existe ali", diz. Para se ter uma ideia, pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que apenas 6,3% dos municípios do país contam com malls.

Dessa maneira, a Atlas de Shopping, ferramenta de análise do setor de shopping center do Ibope Inteligência, elencou as dez regiões com o maior potencial para receber seu primeiro shopping center no Brasil. Das dez primeiras posições, duas são ocupadas por cidades mineiras: Conselheiro Lafaiete (Campos das Vertentes) e Ubá (Zona da Mata).

Conselheiro Lafaiete apareceu em segundo lugar no ranking nacional, com demanda de consumo anual para shopping de R$ 1,05 bilhão de Índice de Produtividade de 239, sendo que um indicador acima de 110 pontos sinaliza um mercado carente e com boas condições para receber novos empreendimentos.

A pesquisa enfatizou que outros 12 municípios no entorno da cidade seriam beneficiados com a instalação de um centro de compras em Conselheiro Lafaiete e que uma população de 317.196 mil pessoas seria atingida. As outras cidades são: Casa Grande, Congonhas, Cristiano Otoni, Entre Rios de Minas, Itaverana, Jeceaba, Ouro Branco, Ouro Preto, Queluzito, Santana dos Montes e São Brás do Suaçuí.

A outra cidade mineira que apareceu na lista do Ibope foi Ubá, na sétima colocação nacional, com 161 pontos. Neste caso, o potencial de consumo anual para shopping foi revelado em R$ 761,214 milhões. A quantidade de municípios beneficiados chegaria a 15 e a população a 260.799 mil pessoas.

Neste caso, as cidades seriam: Astolfo Dutra, Divinésia, Dores do Turvo, Guidoval, Guiricema, Paula Cândido, Piraúba, Rio Pomba, Rodeiro, São Geraldo, Senador Firmino, Silveirânia, Tocantins e Visconde de Rio Branco.

Para selecionar os municípios, o Ibope Inteligência utilizou como critério cidades entre 100 mil e 350 mil habitantes, municípios do interior que não possuem shopping e que não fazem parte de regiões metropolitanas ou centros regionais, mas que possuem poder de atração de consumo sobre cidades vizinhas.


MARA BIANCHETTI

Nenhum comentário:

Postar um comentário