Como alguns de vocês devem saber, na quarta-feira, o governo de Minas anunciou uma série de medidas para cortar os gastos públicos estaduais. Coincidência ou não, ontem, a agência de classificação de risco Standard & Poor's reafirmou as notas atribuídas ao Estado em 2012. Para o economista, Paulo Ângelo de Souza, isso significa que os gestores de Minas estão no caminho certo.
Veja mais detalhes a seguir.
Um dia após o governo de Minas Gerais anunciar uma série de medidas para redução de custos e racionalização da máquina pública estadual, a agência de classificação de risco Standard & Poor´s reafirmou a nota atribuída ao Estado em 2012. Na escala global foi mantido o rating BBB- e na nacional brAAA, com perspectiva estável, mantendo a classificação do Minas no grau de investimento (investiment grade).
Segundo o informe da agência, Minas Gerais continua sendo um dos principais motores da economia brasileira. O Produto Interno Bruto (PIB) de Minas é estimado em 9,3% do PIB Brasil e a economia do Estado cresceu 2,3% em 2012, ante a taxa de crescimento nacional de 0,9%. Assim, para a Standard & Poor´s, desde 2003, Minas Gerais tem sido o Estado que mais fortemente contribui para o crescimento do PIB nacional.
Também na análise, a S&P destacou a qualidade de crédito do Estado, que tem refletido seu bom desempenho orçamentário nos últimos cinco anos, além da alta proporção de fontes de receitas próprias e o sólido gerenciamento financeiro.
Na avaliação do presidente do Instituto Mineiro de Mercado de Capitais (IMMC), Paulo ngelo Souza, tais critérios pesam consideravelmente em uma classificação de riscos e a atuação adotada não só pelo atual governo, mas também pelo anterior, têm sido fundamentais para este reconhecimento. Ele destaca que poucos estados têm atingido o nível de Minas Gerais.
"O governador Antonio Anastasia e sua equipe estão no caminho certo. Mais do que isto, a população também está, pois atingimos tamanho nível de cobrança por parte das pessoas que, daqui para frente o governante que assumir a gestão do Estado terá que fazer igual ou melhor ao atual. Os representantes políticos ruins estão ficando cada vez mais acuados", afirma.
Para Souza, o fato de a classificação de riscos da S&P sair no dia seguinte em que foi anunciado pelo governo inúmeras medidas de contenção de gastos na máquina pública vem para reafirmar não só o nível da gestão pública estadual nas escalas, mas também para indicar a manutenção desse tipo de ação. " uma disposição de fazer um uso eficiente do dinheiro público, de maneira correta e isenta. Todo mundo, em todas as esferas públicas deveriam fazer, mas lamentavelmente, o governo federal, por exemplo, não faz", diz.
A reafirmação do nível de risco do Estado também pesa quando o assunto é investimento. Neste sentido, o especialista ressalta que, dentre outros quesitos, o investidor olha a segurança do local onde seu dinheiro será aplicado. " claro que conta a matéria-prima, o mercado e a mão de obra. Mas só isso não é suficiente. Não basta. preciso considerar a seriedade do governo, se os recursos são alocados nas fronteiras sociais, em segurança, educação e saúde. Para isso, é preciso que se tenha gestores sérios, que cumprem o que prometem", conclui.
MARA BIANCHETTI
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