Economia porque?

Sabe aquela coisa de fazer jornalismo justamente por gostar de ler e escrever e ter dificuldades com matemática? Pois bem, este foi um dos motivos [além da paixão incondicional pelo ato de noticiar] que me levaram a escolher o jornalismo. No entanto, menos de um ano após a formatura me deparei com uma vaga em um jornal especializado na cobertura da economia de Minas Gerais. Três anos se passaram desde então. De lá para cá aprendi não só a gostar de [alguns] números, como também passei a entender melhor algumas [poucas] questões que norteiam o nosso dia-a-dia. Por isso estou aqui: para tentar clarear um pouco para você também, falando sobre a economia de Minas Gerais. Seja por meio de minhas apurações, matérias e descobertas ou dados e informações econômicas relevantes fornecidos por colegas da área.

Boa leitura!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Vale da Eletrônica

As empresas situadas no APL de eletroeletrônicos na cidade de Santa Rita do Sapucaí, no Sul do Estado, comemoram as vendas realizadas em 2012. Segundo o sindicato do setor na região, o faturamento das empresas no ano passado deverá somar R$ 2,2 bilhões.

Leia matéria na íntegra abaixo.


Publicada em 08-01-2013

Faturamento de empresas de Santa Rita do Sapucaí deve atingir a cifra de R$ 2,2 bilhões, alta de 29%. 
MARA BIANCHETTI
DIVULGAÇÃO
Demanda fez algumas empresas cancelarem ou postergarem férias coletivas
Demanda fez algumas empresas cancelarem ou postergarem férias coletivas














Embora ainda não tenha fechado o balanço de 2012, o Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindvel) estima que o faturamento das empresas do município de Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, tenha chegado próximo aos R$ 2,2 bilhões no ano passado. Segundo o presidente do sindicato, Roberto Souza Pinto, isso representa um crescimento da ordem de 29% em relação ao resultado de 2011, quando os negócios do Arranjo Produtivo Local (APL) do Sul de Minas somaram R$ 1,7 bilhão.

Segundo ele, o montante é bem superior ao projetado pela entidade no começo do ano passado, quando era esperada alta de 13% sobre 2011, mantendo o crescimento dos negócios no mesmo ritmo do ano anterior. "Os resultados foram tão surpreendentes que fizeram com que o último mês de 2012 fosse atípico, com algumas empresas cancelando ou postergando as férias coletivas e mantendo o efetivo trabalhando inclusive no Natal e no Ano Novo, como forma de atender à demanda e entregar os pedidos na data combinada", diz.

Conforme o presidente do Sindvel, tal desempenho se deve a uma série de fatores, ente os quais se destaca a consolidação dos produtos do Vale da Eletrônica no mercado e valorização do dólar frente ao real. "De certa forma a alta cambial inibe as compras externas dos produtos eletrônicos, além de gerar receio por parte de importadores em formar estoques para atender à demanda interna. Como os produtos fabricados aqui já não deixam a desejar em nada em relação aos importados, muitos compradores fecharam negócios com as nossas empresas", justifica.

Souza Pinto afirma ainda que os constantes investimentos realizados pelos empresários da região também contribuíram para o resultado. De acordo com ele, somente em 2012 os aportes privados em inovação tecnológica, novos produtos, processo fabril e qualificação da mão de obra somaram algo em torno de R$ 120 milhões.

Para 2013 o otimismo está mantido e a expectativa é de que o faturamento das empresas do Vale da Eletrônica aumente na mesma proporção de crescimento do ano passado. Se a previsão se confirmar, o montante saltará de R$ 2,2 bilhões para quase R$ 2,9 bilhões ao final deste exercício.

No que se refere às exportações, o presidente do Sindvel explica que elas ainda são pequenas e que grande parte do que é produzido pelas 150 empresas da região é destinada a consumidores brasileiros. Atualmente, 52 empresas do polo comercializam seus produtos para outros países, como México, Angola, Colômbia, Venezuela, Peru, entre outros.

Os esforços para aumentar a fatia de produtos enviados ao exterior continuarão em 2013. Segundo ele, a meta é estreitar as relações com países da Europa, África do Sul e da própria América do Sul.

Já em relação aos escritórios criados em alguns países como forma de estreitar as relações internacionais dos empresários do APL, Souza Pinto explica que a estratégia deixou de ser viável e foi reformulada. Agora, nestes locais, existem parceiros que intermediam os contatos e fecham os negócios. "O custo estava muito alto. Por isso, optamos por manter o relacionamento iniciado em forma de parcerias. De qualquer maneira, continuamos com acesso aos fabricantes de matéria prima e facilidade de negociação com os empresários internacionais", ressalta. Ao todo são três pontos de apoio nos Estados Unidos e cinco distribuídos em países da Ásia.


Bélicos - Outra aposta para o atual exercício diz respeito ao avanço nas negociações com o governo federal com o objetivo de tornar o APL um fornecedor da indústria bélica nacional. Ainda de acordo com o presidente do Sindvel, apesar de os avanços neste sentido não terem sido grandes ao longo do ano passado, as empresas locais estão se preparando para atuar no segmento.

"As empresas estão fazendo as adaptações necessárias e, em breve, já estarão em condições de fornecer produtos às Forças Armadas Brasileiras. Mas, para o processo estar completo, dependemos também da homologação por parte do Ministério da Defesa (MD) e, neste caso, sabemos que a morosidade é grande", diz.


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