Economia porque?

Sabe aquela coisa de fazer jornalismo justamente por gostar de ler e escrever e ter dificuldades com matemática? Pois bem, este foi um dos motivos [além da paixão incondicional pelo ato de noticiar] que me levaram a escolher o jornalismo. No entanto, menos de um ano após a formatura me deparei com uma vaga em um jornal especializado na cobertura da economia de Minas Gerais. Três anos se passaram desde então. De lá para cá aprendi não só a gostar de [alguns] números, como também passei a entender melhor algumas [poucas] questões que norteiam o nosso dia-a-dia. Por isso estou aqui: para tentar clarear um pouco para você também, falando sobre a economia de Minas Gerais. Seja por meio de minhas apurações, matérias e descobertas ou dados e informações econômicas relevantes fornecidos por colegas da área.

Boa leitura!

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

SIX Semicondutores

Diante da falta de mão de obra qualificada no país, a SIX Semicondutores está recrutando estudantes brasileiros que vivem nos Estados Unidos para trabalhar na unidade que está sendo erguida em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A fábrica demandará aporte de R$ 1 bilhão e as operações devem começar no primeiro trimestre de 2015.

Leia mais sobre o assunto.

Publicada em 29-01-2013

Em evento na Califórnia, empresa recruta estudantes brasileiros para trabalhar em Neves. 
MARA BIANCHETTI. 
GIL LEONARDI/AGÊNCIA MINAS
A empresa vai fabricar chips para utilização em aplicações industriais e médicas em Ribeirão das Neves
A empresa vai fabricar chips para utilização em aplicações industriais e médicas em Ribeirão das Neves
Confirmando a tendência cada vez maior de importação de mão de obra e conhecimento em meio a um cenário de escassez de profissionais qualificados no país, a SIX Semicondutores S/A, que tem como um dos sócios o grupo EBX, está recrutando brasileiros que vivem nos Estados Unidos para trabalhar na unidade que será erguida em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Em evento realizado ontem na Universidade de Stanford, na Califórnia, os estudantes puderam conhecer as oportunidades da indústria de semicondutores brasileira, bem como a SIX, que está oferecendo 300 vagas em sua nova plataforma industrial.

Conforme informações da companhia, a expectativa é de que 145 vagas sejam preenchidas em 2013 e o restante no próximo exercício. Física, química, eletrônica, biotecnologia, mecânica, comercial, marketing e design estão entre as áreas contempladas. Já entre cargos disponíveis aparecem gerente de linha de negócios, criador de soluções de produtos inovadores, operador em implantação iônica e processos quentes, especialista em pesquisa e desenvolvimento de soluções de dispositivos modernos e especialista em semicondutores e teste híbrido.

Com investimentos da ordem de R$ 1 bilhão e previsão de início das operações no primeiro trimestre de 2015, a SIX Semicondutores é resultado da sociedade entre a SIX Soluções Inteligentes, empresa de tecnologia do grupo EBX, de Eike Batista; do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG); da IBM; da Matec Investimentos e da Tecnologia Infinita WS-Intecs, do ex-presidente da Volkswagen do Brasil S/A Wolfgang Sauer, idealizador do projeto, que tinha o nome original de Companhia Brasileira de Semicondutores (CBS).

A empresa vai fabricar chips para utilização em aplicações industriais e médicas. O diferencial competitivo estará na criação, no desenvolvimento e na produção de circuitos integrados customizados, operando em nichos e obtendo, conseqüentemente, margens maiores do que na produção em massa de semicondutores.


Acionistas - A SIX Soluções Inteligentes e o BNDESPar, braço de participações acionárias do BNDES, terão, cada um, 33% de participação na nova companhia e investirão R$ 245 milhões cada. O BNDES também financiará R$ 267 milhões, sendo R$ 202 milhões diretamente e R$ 65 milhões repassados pelo BDMG, que também terá 7,2% das ações, por meio de sua subsidiária BDMGTEC, criada especialmente para atuar no empreendimento.

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) - empresa pública vinculada ao Ministério de Ciência e Tecnologia e Inovação -, por sua vez, aportará R$ 202 milhões em financiamentos, parte deles proveniente do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel). Já o projeto e a construção da planta estão sob a responsabilidade da Matec Engenharia e Construções, que contará com o apoio da Kinetics Germany Gmmbh. A IBM é a parceira tecnológica e dona da expertise para o projeto.

Além disso, a escolha de Ribeirão das Neves para a construção da planta em um terreno de 16 hectares, próximo à BR-040, com cinco hectares de área construída, levou em conta aspectos técnicos como o baixo nível de vibração do terreno. Mas a decisão, em última instância, foi do governo do Estado. Já a definição por Minas Gerais demandou uma longa negociação, que conforme o governador Antonio Anastasia durou mais de 10 anos até sua maturação.


Nenhum comentário:

Postar um comentário