Economia porque?

Sabe aquela coisa de fazer jornalismo justamente por gostar de ler e escrever e ter dificuldades com matemática? Pois bem, este foi um dos motivos [além da paixão incondicional pelo ato de noticiar] que me levaram a escolher o jornalismo. No entanto, menos de um ano após a formatura me deparei com uma vaga em um jornal especializado na cobertura da economia de Minas Gerais. Três anos se passaram desde então. De lá para cá aprendi não só a gostar de [alguns] números, como também passei a entender melhor algumas [poucas] questões que norteiam o nosso dia-a-dia. Por isso estou aqui: para tentar clarear um pouco para você também, falando sobre a economia de Minas Gerais. Seja por meio de minhas apurações, matérias e descobertas ou dados e informações econômicas relevantes fornecidos por colegas da área.

Boa leitura!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Gerdau

A produção de aços planos na Usina Ouro Branco pela Gerdau terá início no próximo mês. O laminador de bobinas a quente, com capacidade instalada de 800 mil toneladas anuais, já se encontra em fase de testes desde dezembro do ano passado e a linha de laminação de chapas grossas entrará em operação dentro de dois anos. O projeto está orçado em R$ 2,4 bilhões.

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Publicada em 22-02-2013

Já a linha de laminação de chapas grossas entrará em operação em dois anos; projeto orçado em R$ 2,4 bi. 
MARA BIANCHETTI. 
ALISSON J. SILVA
Laminador da Usina de Ouro Branco (Campo das Vertentes) terá capacidade para 800 mil toneladas/ano
Laminador da Usina de Ouro Branco (Campo das Vertentes) terá capacidade para 800 mil toneladas/ano
A produção de aços planos na Usina Ouro Branco (antiga Gerdau Açominas), localizada no Campo das Vertentes e controlada pelo grupo gaúcho Gerdau, terá início até o próximo mês. O laminador de bobinas a quente, cuja capacidade instalada será de 800 mil toneladas anuais, já se encontra em fase de testes desde dezembro do ano passado. Já a linha de laminação de chapas grossas entrará em operação dentro de dois anos. O projeto está orçado em R$ 2,4 bilhões.

Durante conferência para divulgação dos resultados do quarto trimestre e encerramento de 2012, ontem, o diretor-presidente da companhia, André Gerdau Johannpeter, afirmou que a atuação da Gerdau com aços planos ocorrerá de forma gradual. "Inicialmente haverá um processo de aprendizado, por isso, estamos prevendo vender entre 300 mil e 350 mil toneladas, com boa parte voltada para a exportação. A partir do próximo ano o ritmo já será maior e sempre com parte da produção voltada para o mercado externo", explica.

O laminador de bobinas a quente é voltado para atender à demanda das indústrias petrolífera, naval, da construção civil (construção metálica) e de equipamentos pesados (máquinas e implementos). O equipamento de chapas grossas, por sua vez, complementará a atuação da companhia no mercado de aços planos, ampliando-a. Com os dois laminadores, a capacidade instalada da usina de Ouro Branco poderá atingir 1,9 milhão de toneladas por ano deste tipo de aço.

ALISSON J. SILVA
Além do projeto de aços planos, a Gerdau também está buscando autossuficiência em minério de ferro
Além do projeto de aços planos, a Gerdau também está buscando autossuficiência em minério de ferro
Minério - Johannpeter lembrou ainda que, além do projeto de aços planos, a Gerdau também está buscando autossuficiência em minério de ferro, com investimentos da ordem de R$ 838 milhões para aumentar a capacidade instalada do setor de mineração.

A intenção é passar das atuais 6,5 milhões de toneladas anuais de minério de ferro para 11,5 milhões de toneladas do insumo por ano até 2014. As reservas do mineral da Gerdau estão estimadas em 2,9 bilhões de toneladas e estão distribuídas em quatro minas: Miguel Burnier, Várzea do Lopes, Gongo Soco e Dom Bosco.

Neste sentido, ele informou que outros R$ 500 milhões serão aportados pela companhia como forma de complementar os avanços na área nos próximos anos. "Neste caso, a meta é elevar a capacidade dos 11,5 milhões de toneladas do insumo para 18 milhões até 2016", revela.

Tais recursos fazem parte do plano de investimentos da Gerdau para o período 2013-17, que somam R$ 8,5 bilhões. Inicialmente projetados em R$ 10,3 bilhões, os recursos foram reduzidos em 17%. Conforme o diretor-presidente da companhia, tendo em vista o grande volume de investimentos realizados no ano passado e as incertezas sobre o mercado econômico mundial, a empresa optou por ser mais seletiva na avaliação de seus projetos.

"Os investimentos foram adequados aos próximos cinco anos levando uma série de fatores em consideração. Entre eles estão não só as inversões que já vêm sendo realizadas pela companhia, mas também as conjunturas econômicas nacional e internacional", justifica. Apesar disso, o executivo não revelou quais projetos irão sofrer intervenções.

A possibilidade de produzir trilhos na planta de Ouro Branco, por exemplo, conforme nota enviada pela Gerdau, segue em fase de estudos e até o momento não há nenhuma definição.

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