Economia porque?

Sabe aquela coisa de fazer jornalismo justamente por gostar de ler e escrever e ter dificuldades com matemática? Pois bem, este foi um dos motivos [além da paixão incondicional pelo ato de noticiar] que me levaram a escolher o jornalismo. No entanto, menos de um ano após a formatura me deparei com uma vaga em um jornal especializado na cobertura da economia de Minas Gerais. Três anos se passaram desde então. De lá para cá aprendi não só a gostar de [alguns] números, como também passei a entender melhor algumas [poucas] questões que norteiam o nosso dia-a-dia. Por isso estou aqui: para tentar clarear um pouco para você também, falando sobre a economia de Minas Gerais. Seja por meio de minhas apurações, matérias e descobertas ou dados e informações econômicas relevantes fornecidos por colegas da área.

Boa leitura!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Comércio

As vendas do comércio varejista em Minas Gerais cresceram 6,7% no ano passado em relação a 2011, abaixo da média nacional, que ficou em 8,4%, segundo o IBGE. Todos os segmentos apresentaram desempenho positivo, com destaque para o grupo composto por móveis e eletrodomésticos, que teve avanço de 21,8%, devido ao IPI menor.

Entenda melhor o desempenho do setor no Estado.

Publicada em 20-02-2013

No país, alta registrada é de 8,4%. 
MARA BIANCHETTI.
  
ALISSON J. SILVA
Vendas do varejo em MG 6,7% maiores em 2012
Vendas do varejo em MG 6,7% maiores em 2012
As vendas do varejo em Minas Gerais cresceram 6,7% em 2012 em relação ao ano anterior, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado do Estado foi inferior à média nacional, que registrou expansão de 8,4% na mesma base de comparação. Quando avaliado somente o desempenho do setor no último mês do exercício passado, houve queda de 0,2% no nível de comercialização em Minas, enquanto no Brasil observou-se um crescimento de 5%.

De acordo com o gerente da PMC, Reinaldo Pereira, os resultados positivos observados tanto no Estado quanto no país podem ser atribuídos a uma série de fatores, entre os quais estão o aumento da massa salarial, a queda do desemprego, a maior oferta de crédito e a baixa dos juros.

"O somatório dessas questões foi fundamental para que o nível de comercialização encerrasse o ano de forma positiva nas duas esferas. Além desses itens, as políticas de incentivo do governo federal, como a redução/isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), foram fundamentais para o desempenho", avalia.

Ainda conforme Pereira, dada a conjuntura observada ao longo do ano passado decorrente do fraco desempenho da economia, culminando com uma perspectiva de crescimento de apenas 1% do Produto Interno Bruto (PIB), o resultado atingido pelo comércio pode ser considerado satisfatório. "Em um ano de desempenho tão baixo, o setor atingir crescimentos de 8,4% e 6,7% é no mínimo de razoável para bom", diz.

ALISSON J. SILVA
Grupo móveis e eletrodomésticos foi principal impacto positivo em Minas Gerais, com alta de 21,8%
Grupo móveis e eletrodomésticos foi principal impacto positivo em Minas Gerais, com alta de 21,8%
Destaques - Na comparação anual, todos os segmentos avaliados pela pesquisa apresentaram resultados positivos frente a 2011 em Minas Gerais. O destaque ficou por conta do grupo composto por móveis e eletrodomésticos, que apresentou alta de 21,8%. Logo em seguida apareceu o item "outros artigos de uso pessoal e doméstico", com crescimento de 17,3%. "No caso do primeiro grupo, o resultado foi diretamente influenciado pela redução do IPI", lembra o gerente da PMC.

Já os desempenhos mais fracos foram notados em equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (0,9%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,5%); e livros, jornais, revistas e papelaria (2,9%).

Quando considerada a comparação de dezembro de 2012 com o mesmo mês do ano anterior, em que as vendas do comércio em Minas apresentaram recuo de 0,2% e no Brasil crescimento de 5%, o destaque negativo no Estado ficou por conta de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo. O grupo apresentou resultado negativo de 4,4% no volume de vendas no último mês do ano anterior frente a dezembro de 2011.

Tecidos, vestuário e calçados e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação também registraram resultados negativos, de 1,4% e 0,5% respectivamente.


Ampliado - Em relação ao comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motocicletas, partes e peças, além de material de construção, em Minas, na comparação anual houve avanço de 5,7% contra os 8% observados no país. Já na variação mensal, o índice ficou negativo em 1,2% frente à mesma época de 2011 no Estado e 5% maior que o mesmo período no Brasil.



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