Economia porque?

Sabe aquela coisa de fazer jornalismo justamente por gostar de ler e escrever e ter dificuldades com matemática? Pois bem, este foi um dos motivos [além da paixão incondicional pelo ato de noticiar] que me levaram a escolher o jornalismo. No entanto, menos de um ano após a formatura me deparei com uma vaga em um jornal especializado na cobertura da economia de Minas Gerais. Três anos se passaram desde então. De lá para cá aprendi não só a gostar de [alguns] números, como também passei a entender melhor algumas [poucas] questões que norteiam o nosso dia-a-dia. Por isso estou aqui: para tentar clarear um pouco para você também, falando sobre a economia de Minas Gerais. Seja por meio de minhas apurações, matérias e descobertas ou dados e informações econômicas relevantes fornecidos por colegas da área.

Boa leitura!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Emprego

Quando ouvimos falar que a geração de emprego no país nunca esteve tão bem, realmente faz sentido. Por mais que alguns setores da economia ainda enfrentem algumas dificuldades, como é o caso da indústria, outros segmentos seguem em franca expansão contribuindo cada vez mais para a manutenção do emprego e da renda. Em Minas Gerais o cenário também é este e 2013 começou com a taxa de desemprego na Grande BH em 4,2% em janeiro, abaixo da média nacional de 5,4% e a menor da série histórica para o mês, segundo o IBGE. O grupo composto por indústria extrativa e de transformação e produção e distribuição de eletricidade, gás e água foi o destaque positivo, com a geração 17 mil postos.

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Publicada em 27-02-2013

Indicador aumentou em 0,7 p.p em janeiro ante o registrado em dezembro, com 3,5%. 
MARA BIANCHETTI. 
DIVULGAÇÃO
Indústria extrativa entre os destaques positivos
Indústria extrativa entre os destaques positivos
A taxa de desemprego na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) chegou a 4,2% no primeiro mês de 2013, a mais baixa da série histórica, iniciada em 2002, para janeiro. O resultado ficou abaixo da média nacional, que encerrou o mês em 5,4% também representando mais um recorde para o período. Assim como ocorreu em grande parte do exercício passado, a Grande BH apresentou um dos melhores resultados entre as áreas pesquisadas no país, perdendo apenas para região Metropolitana de Porto Alegre, que iniciou o ano com 3,5% de desocupação.

De acordo com dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o indicador da RMBH aumentou em 0,7 ponto percentual na comparação com o registrado em dezembro de 2012. No último mês do exercício passado, o índice da região foi de 3,5%. Já em relação a janeiro do ano anterior, houve recuo de 0,3 ponto percentual, uma vez que no primeiro mês de 2012 o índice alcançou 4,5%.

Na avaliação do analista do IBGE Minas Antônio Braz de Oliveira e Silva, não há nada de extraordinário nos números do mês passado. Conforme ele, o desempenho do emprego na Grande BH no primeiro mês de 2013, inclusive, indica para a manutenção da trajetória apresentada nos últimos anos e em grande parte de 2012.

"Desde janeiro de 2008 que este cenário tem sido observado no início de cada exercício. Normalmente Belo Horizonte fica entre capitais com as taxas mais baixas, com índices semelhantes aos do Rio de Janeiro", observa.

PAULO ARUMAA/DIVULGAÇÃO
A indústria extrativa foi um dos destaques na geração de empregos na RMBH
A indústria extrativa foi um dos destaques na geração de empregos na RMBH



















Extrativa - Os destaques positivos na geração de vagas na Grande BH em janeiro frente a igual mês de 2012 foram as atividades de outros serviços, com geração de 22 mil postos de trabalho e as indústrias extrativa, de transformação e produção e distribuição de eletricidade, gás e água, com 17 mil vagas de emprego adicionais. Por outro lado, a maior queda, de 9 mil pessoas, foi observada na categoria serviços domésticos.

"Em outros serviços, destacamos as atividades relacionadas ao bem-estar e consumo das famílias, como as áreas de beleza e lazer. Tais segmentos têm sido alavancados justamente pelo aumento da renda da população, que ao consumir mais proporciona o crescimento da geração de vagas, criando um círculo virtuoso de mais emprego, mais renda e mais consumo", explica.

Já em relação ao mês imediatamente anterior, o resultado positivo mais expressivo veio das indústrias extrativa, de transformação e produção e distribuição de eletricidade, gás e água, com mais 17 mil postos de trabalho.

Os desempenhos negativos, neste caso, foram observados principalmente na construção civil - com menos 20 mil empregos - comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos - menos 18 mil vagas - e intermediação financeira e atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados à empresa - com menos 16 mil postos.

"Quando a base de comparação se refere ao mês de dezembro é natural que se tenha tais diferenças, em função da sazonalidade de cada período", lembra o economista do IBGE Minas.


PEA - Assim, frente a janeiro de 2012, a população economicamente ativa (PEA) da Grande BH aumentou em 26 mil pessoas. Por outro lado, a geração de ocupados foi maior, o que permitiu uma redução de 6 mil no contingente de pessoas desempregadas na região. Já em relação ao último mês do ano passado, a redução da PEA foi menor que o nível de ocupação, o que ampliou o número de desempregados em mais 18 mil pessoas na RMBH.

Além disso, o aumento do número de pessoas ocupadas na Grande BH está sendo acompanhado pelo crescimento do rendimento médio real habitual dos trabalhadores. Para o conjunto das áreas, o rendimento médio do trabalho principal, habitualmente recebido por mês, atingiu R$ 1.802,50 em janeiro.

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